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Feliz Ano Novo !


agosto 04, 2009 Por Marcy

“Com o céu carregado, como chegar a ver
o sol de novo sem uma tempestade?”

Walter George Durst

 

       Em dia chuvoso de dezembro de 1999, Marcy viu uma ex-colega de curso andando abraçada `a coordenadora, debaixo do mesmo guarda-chuva, e fez a leitura de que elas estavam juntas, unidas, parceiras, na vida, ou seja, super amigas, companheiras, cúmplices.      Ela sentiu imediatamente inveja, muuuuuita inveja. Imensa inveja !!!! E chorou muuuuuito… Tão torrencialmente quanto a chuva daquela data.


Marcy ficou muito perturbada a semana toda com aquela sensação “esdrúxula” que havia “tomado conta” dela no dia da chuva. Sensação estranha, incomoda, imprópia, inadequada. Marcy achava que não poderia estar sentindo “tudo aquilo” pois havia sido ela quem, obedecendo sugestão ou inspiração de seu eu interno, havia convidado a colega para entrar no curso algumas semanas após seu começo e mesmo havia insistido pois ela, inicialmente, recusara o convite. Posteriormente, o eu interno de Marcy orientou-a a abandonar a concorrência pela vaga de trabalho gerada a partir do curso, que todos confirmavam ser dela, Marcy, para que justamente essa colega pudesse vir a ocupar o disputado cargo, ou seja, Marcy já havia tido previamente a informação de que aquele lugar não era dela, não era para ela, e abriu mão, abdicou, conscientemente.

Por que então invejá-la se havia justamente respeitado, acatado, ordens internas superiores ?

Quando Marcy levou o tema para a terapia constatou que estava invejando não o cargo, o emprego, a função, mas sim o amparo, o apoio, a confiança, o crédito, a força, a ajuda que o outro recebe. O “outro” era “inexperiente, pouco vivido, não tinha as qualificações” que Marcy tinha, nas palavras daquela mesma coordenadora, mas obteve o amparo, o colo, o apoio profissional. E talvez o tenha obtido justamente por não ter tido medo ou pudor de mostrar a fragilidade e a necessidade.

Marcy demonstrava-se sempre tão independente, experiente, vivida, resolvida e, assim sendo, ninguém se aproximava dela para lhe dar o que ela sempre desejara : uma ajuda, uma”mãozinha”, um apoio, um crédito, uma “adoção” no âmbito profissional. Na autonomia Marcy ficava batendo a cara o tempo todo.

Como disse o psicoterapeuta dela, Marcy chegava lá mostrando todas as suas capacidades, habilidades, competências e ninguém a aplaudia nem afagava. Era como se já fosse esperado e ponto final.

Marcy chorou muuuuuito durante a sessão, e saiu chorando muuuuuuuuito da psicoterapia.

Marcy desceu uma ladeira imensa e íngreme no trajeto de volta para sua casa e identificou aquele movimento do carro, do veículo, como o movimento que o seu emocional havia feito naquela semana a partir da inveja que havia sentido, ou seja, “para baixo”, tendo deixado seu humor, sua auto-estima, sua auto-confiança debaixo da sola do sapato. Mais uma constatação acerca do movimento descendente naquele dezembro, ainda que as outras tenham se referido a instâncias relativas `a sua família de origem.

Ao chegar na avenida ao fim da ladeira, Marcy notou que havia um “outdoor” da marca “Hope” e o leu, a partir de dentro, como uma mensagem escrita em inglês : esperança, confiança ! Tenha esperança ! Tenha confiança !

Processos são processos….

E justamente por Marcy ter expressado a sua dor naquela semana, por tê-la levado `a psicoterapia, por ter colocado a dor para fora ( out door ou door out, dor out  ) é que ela pôde se acalmar e pôde reerguer sua cabisbaixa fronte….

Ao olhar para cima “novamente”, naquele momento no sentido concreto, e um pouco mais para cima do que de costume - para o céu – viu surgir um balão dirigível com propaganda da marca “Good Year” e seu coração aceitou-a como uma mensagem celestial de bom ano, afinal, era exatamente a época do ano em que se enviava e se recebia esse tipo de mensagem… Marcy enxugou as lágrimas, respirou fundo e redimensionou-se…

Ao recompor-se percebeu que os movimentos de descida muitas vezes acionavam momentos imperativos com o convite expresso : decida !!! Aquele não foi diferente !!!

Aliás, Marcy percebeu numa fração de segundos que em todas as “descidas” de sua vida, ou seja, em todos os momentos em que ela se percebia “indo para baixo” por estar se sentindo triste ou em vias de deprimir, foram-lhe oferecidos, simultaneamente, sugestivos : “ decida-se ! ” E mais uma vez ali ela se decidia pela renovação em seu ser, ela se decidia pelo vir a ser, ela se decidia pelo novo…

Ano novo, vida nova !!! E vida nova principalmente a partir da apropriação de seus desejos, sabiamente sinalizados mais uma vez pelos sentimentos, no caso a inveja, uma de suas mensageiras. E certamente um bom ano para novas apropriações de seu ser !!!

Um “good year” que ela pôde aceitar e receber também, muito esperançosamente ( por que não ? ), como um “Happy New Year !”

 

 


4 Comentários to Feliz Ano Novo !

Anonymous
31 de janeiro de 2010

What is your favourite season?

Marcy
4 de fevereiro de 2010

Marcy doesn’t realize the reason you asked about her favourite season
but she likes The Four Seasons by Antonio Vivaldi,
The Four Seasons Hotels and Resorts,
and The Four Seasons by Nature,
that is to say not just fall
but all ( of them )

Anonymous
28 de fevereiro de 2010

Would you like some coffee?

Marcy
4 de março de 2010

Marcy would really like some coffee !!! Are you in the neigh b(l)o(g) rhood ?

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