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Emaranhado ?


fevereiro 11, 2010 Por Marcy

                            “É mais fácil escrever dez volumes de filosofia

                                 do que pôr em prática um só preceito “

                                                              Tolstoi

 

      Em junho de 2002, Marcy, seu marido e seu filho foram assistir ao filme : “Homem Aranha”.   Em T.P.M., Marcy fez um chilique a caminho do cinema.

     Alguns dias depois seu filho foi novamente assistir ao mesmo filme com um amigo, e sua mãe, cujo apelido é Cris, ou seja, a primeira vez ele foi com a própria mãe em crise e na segunda vez foi com a Cris e com seu amigo.

       Várias amigas de Marcy tinham por apelido Cris e ela brincava que eram suas “Crises” acompanhando suas crises.  Mas será que Marcy era amiga das crises também ?

      Naquela noite o filho de Marcy fez uma crise de asma e ela se questionou se a crise do filho seria um desdobramento ou uma manifestação nele, da crise  ou chilique dela quando em T.P.M. na semana anterior.   Marcy sentiu que o movimento do filho poderia ter sido similar ao que ocorrera com o personagem do filme, ou seja, ele poderia ter sido “picado” pelo nocivo chilique dela e ter manifestado o efeito alguns dias depois.  O “veneno” da perturbação emocional poderia ter ficado dentro dele para posteriormente manifestar-se ( ou seria dispersar-se ? ),  no corpo físico, através da doença.

        A estória em quadrinhos foi transformada em filme e Marcy por não se transformar, por não se enquadrar no novo pode ter repetido uma história muito quadradinha.  Aliás, aquele quadrinho da T.P.M. ela já havia visto muitas vezes, aquela história quadradinha ela conhecia bem, ela a revia todos os meses quase sem fazer nenhuma revisão.  Marcy percebeu-se presa e emaranhada em sua teia de mulher que arranha.

       Difícil ela dar um basta ao seu ego ou desbastar as arestas, deixando-se arredondar.   Ficava “quadrada”, com respostas antigas e ultrapassadas `a T.P.M.

      Ao invés de heróica, Marcy permanecia egóica.  Ao invés de inspirar-se no super-herói, deixando expirar valores super-egóicos no sentido de acabar, de dar fim,  de terminar, ela expirava, no sentido de revelar, de demonstrar, super-erros.  Marcy sentia-se super-errônea, superando-se nos erros, aos invés de superando seus erros…

       Talvez  ela precisasse expirar mais seu ego, no sentido de deixá-lo perder força, para poder se tornar uma pessoa mais inspirada, mais criativa…  

     Marcy conjecturou manifestar uma asma comportamental por se preencher de um ego viciado em si mesmo, pouco arejado, ensimesmado, que não conferia espaço para uma renovação do oxigênio a partir da alma, sendo tão indispensáveis `a vida tanto um quanto o outro.  

       O filho de Marcy estava tão entusiasmado para ver o filme, cuja estréia vinha aguardando há meses, mas sobrou só a asma para aquele que anteriormente estava entusi ( asma) do…    

      Marcy queria e preferia a alma e não a asma…


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