julho 22, 2009 Por Marcy
“Amigo é aquele para quem posso pensar alto”
Ralph Waldo Emerson
Em agosto de 2001 Marcy reencontrou um amigo do colegial. Um amigo de longa data.
Amigo desde sempre, amigo para sempre.
Amigos vão um grau além, um grau acima, ou um grau adentro.
Suplantam o parentesco carnal.
Não pertencem à família biológica, terrestre, mas sim à família cósmica, espiritual.
Sabem ser irmãos, pais, tios, filhos, avós, primos, netos, o que for necessário no momento. Sabem todos os papéis. Sabem inclusive ser amigos.
Conversa aberta, franca, honesta, transparente.
É isso ! ! ! Amigos são trans-parentes.
Transcendem o parentesco, transcendem o parente, e transcendem o aparente.
Amigos sabem o que se passa com o outro, e em profundidade, não importa a fisionomia, conhecem-lhe o compasso mesmo que este esteja com uma máscara num baile à meia luz.
Amigo de verdade é também amigo da verdade.
É por isso que sempre que Marcy consegue estar na sua verdade, no seu eu real, ela se encontra com esse amigo em especial. Sem dúvida uma “pontuação” cósmica.
Ele é amigo da verdade, amigo de verdade.
Amigo dela aqui na terra, e certamente também fora dela, em outros planetas, em outras galáxias, em outras dimensões, senão ele não saberia “reconhecer” esse estado dela de integração multidimensional nem conseguiria se fazer aparecer de repente no meio de uma multidão .
Amigo interplanetário ? ? ?
É possível, afinal de contas não deve ter sido à toa que o primeiro encontro deles nesta encarnação tenha se dado numa Escola Técnica, uma E. T. .
Marcy até gosta de pensar que foi um re-conhecimento entre ets …
Mas extra-terrestres ? Por que não ? Se lembrarmos de nossa multidimensionalidade podemos inferir que em parte somos terrestres, em parte extra-terrestres…
Seres alienígenas ? Não, simplesmente seres espirituais interplanetários, intergalácticos, fazendo a experiência do humano, do terreno, do terráqueo.
Às vezes, mesmo sendo amigos, eles se esquecem de suas origens, de suas verdades e se distanciam, sequer se encontram ou se telefonam. A vida os afasta, ou talvez, a falta de vida é que os afaste.
Quando eles pulsam vida, quando pulsam verdade, se re-encontram na multidão. Conforme ocorreu certo dia em que Marcy o reconheceu, dentro de um carro, na alça de acesso a uma das mais movimentadas avenidas de sua cidade. Na sequência ele estacionou o carro e eles ficaram conversando.. Marcy estava num momento em que pode se enxergar pois estava centrada em seu próprio eixo, estava equilibrada, estava alinhada.
Alinhada, não no sentido de chic, de elegante, de bem trajada, de bem vestida, mas alinhada em seus vários corpos, alinhada em seus chacras, alinhada em sua multidimensionalidade.
Marcy pode vê-lo na multidão de carros, pode ver-se em meio às múltiplas solicitações confusas que a vida moderna faz.
O lugar interno e o externo co-incidiram.
Nesse “lugar” Marcy sabia-se amiga de si mesma.
Nesse “lugar” Marcy sentia que podia encontrar os amigos.
Se ela não se colocava nesse “lugar” multidimendional, sentia que estava se traindo, que estava se enganando, que estava equivocada, que estava na mentira. Sentia inclusive que se fazia inimiga da vida e sua própria inimiga.
Marcy não encontrava seu amigo.
Não se encontrava e não o encontrava.
Ficava só.
Ficava só na referência egoica.
Só ego,
e assim cegava-se à realidade
e à real idade de seu ser
só no ego,
negava toda uma outra dimensão de ser
e só fazia descer.
Descia tanto
que só se reconhecia como descendente,
quão indecente…
no ego,
negava a irmandade cósmica terrena
se apegava ao biológico,
ficava presa ao parentesco,
atada à consanguinidade
Ficava na referência pequena,
mesquinha,
empobrecedora
e ficava só consigo
sem os amigos da verdade
sem os amigos de verdade.
No grandioso,
no generoso,
do ser ampliado
Marcy sentia-se enriquecer,
podia se encontrar com o seu amigo
e sempre algo enriquecedor
acontecia.
Marcy acredita que amigo provêm do âmago
afasta de nós o amargo
e torna-se o mago
de nosso encantamento,
de nossa alegria,
de nosso sorriso aberto,
e fica sempre por perto.
Esse amigo da Marcy
sedento por conhecimento, por cultura
jamais sedentário
foi profissional em consultório dentário
queria-se para sempre dentista,
para deixar uma só pessoa de cada vez
de boca aberta à sua frente,
e de repente
expert em vídeos, bonecos e teatro
se viu um profissional da área.
Com certeza,
deixará muitas pessoas
de boca aberta,
agora não mais em função da dor,
mas sim da alegria,
que seu trabalho
com qualidade e muito bom humor,
proporcionará.
E não haverá mais
apenas um boquiaberto
diante dele no consultório,
mas sim milhares…
De ( h )um a milhares
se ( h )um, ou uno, ele se fizer
em sua multidimensionalidade…
é esse o termo
para não humilhar.
Assim,
ao invés de aliviar uma dor de dente
aliviará as dores dos entes
das entidades
que aqui neste planeta
se encontram encarnados.
Cheio de graça,
não só porque humorístico,
mas porque alinhado
estará em estado de graça
e não precisará mais trabalhar
quase de graça
sem receber sua grana
pois saberá demonstrar seu valor,
sua competência, sua gana.
Seus valores serão transmitidos pelo ar,
sem apelar,
à muitas pessoas,
a milhares de seres
que com satisfação
sentirão aliviar
a carga, o fardo, a tensão
e quando se alivia a tensão
sobra espaço para prestarmos mais atenção
ao que é de fato
importante.
A vida veio lhe ensinando
a assumir a direção
o cargo de diretor,
em diversos setores profissionais.
assim sendo,
ele saberá sinalizar a todos
a direção a seguir.
Ele não aprendeu apenas
a duras penas,
a subir na árvore da vida
em diferentes ramos.
Ele aprendeu
o caminho ascendente
e é isso que ele transmitirá
ao semelhante
ajudando realmente
àquele que quer
se ver e se ter
a verter luz.
Ele vai estimular os entes
a acenderem
a chama , o calor, a luz do amor
vai transmitir-lhes o que descobriu
acerca do caminho ascendente
estimulando-os a ascender
na espiral evolutiva.
Não mais professor
num cursinho pré vestibular
mas num grandioso e vibrante curso de vida
não mais a somente a dar
consultas particulares
mas particulares consultorias
em prol das várias partículas
encarnadas aqui na terra
não mais apenas a atuar
na produtora de vídeos
mas discretamente produzindo
e diretamente cooperando com o Universo
fazendo-se co-criador com Deus,
com os Deuses e Deusas
com o Cosmos,
com as Galáxias,
ou com o Supremo Princípio Criador.
Não somos a fonte da criação
somos instrumentos dela
a sintonizar,
a canalizar,
e transmitir
sua elevada frequência vibratória
evitando os ruídos,
as interferências,
as distorções.
Não estamos aqui
para personalizar, ou
fazermos as vezes de divino,
mas para inumeras vezes,
sempre que possivel,
manifestarmos o divino através de nós,
através de nossas ações,
conscientemente.
Frequentemente já o expressamos
inconscientemente
pois a vida é sempre divina.
Quando o amigo de Marcy
se confundiu,
e atuou a direção ,
o cargo diretivo,
no egóico
buscando seu próprio engrandecimento,
caiu das alturas,
despencou,
faliu.
Estava fálico
passível de falhas,
de falácias,
de falências…
estava fálico e
impassível,
insensivel,
impaciente,
onipotente.
Todo poderoso !
Dono do “pedaço” !
Mas não dono de seu “pedaço”
não dono de si o suficiente
para colocar o ego no devido lugar
ou seja,
enquanto “pedaço”,
enquanto parte,
e não o todo do seu ser.
O sucesso,
o orgulho,
a vaidade
lhe subiram à cabeça
precisou ocorrer uma “puxada de tapete”
para ele “abaixar sua crista”,
para ele “cair na real”
para ele aprender a ser humilde
a ser humildemente
parte do espetáculo
não todo ele
não o próprio espetáculo
tampouco uma pessoa espetaculosa
a espetar a quem o especte.
Ele chegou a julgar-se o “dono da bola”,
e “com a bola toda”
tropeçou na “jogada”,
tropeçou no ego.
Felizmente ele sabia se re-erguer
já o tinha feito várias vezes
e reconhecia que para qualquer ser humano
se erguer, se por de pé
fazia-se necessário antes,
se arrastar,
engatinhar,
se colocar de joelhos.
Etapas de aprendizado
para tornar-se humilde.
de passagem,
como referência,
e não como refém,
enquanto apego,
senão se incorre em humilhação.
Em breve,
aos poucos…
ele irá ascender de novo
em todos os sentidos
mas principalmente
no sentido de conectar-se com sua alma
e perceber-se um servidor cósmico
o padrão será outro…
e o patrão não estará lá fora,
na figura de outrem,
tampouco partirá de dentro numa perspectiva egóica,
mas estará referenciado em sua essência,
e ele,
reverenciando
a divindade interna e eterna de seu ser,
exteriorizará amor…
Amigos para sempre…
corpo e alma…
alma e corpo…
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