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Prolegômeno


julho 28, 2009 Por Marcy

Trata-se da apresentação da obra de fricção da Marcy — uma colcha de retalhos de suas experiências, de configuração textual ao invés de textil.

Vulnerável, ela chora com motivo e sem motivo, simplesmente por ter um temperamento emotivo, mas encontra sempre motivação para fazer motinação frente às rédeas, redes e enredos da razão.

Protagonista de histórias que “dão pano pra manga” tornou-se referência de mangação mas, com tantas vivências e subsequentes elaborações, após se sujeitar a continuas precipitações pessoais e também lacrimais, os tempestuosos temporais internos a colocaram em circunstâncias atemporais permitindo que sua alma, de menina levada, ficasse lavada.

Marcy pegou gosto pelos sites e pelos insights, mesmo os mais “insigh(nifican)ts”.

Marcy atravessou não apenas intempestivas intempéries, desde os tempos de império do ego, como também diversas situações adversas e por não ser versada em versos nem em conversas deseja conservar seus relatos e apresentar sua versão através de obra de fricção (você não leu errado), na qual ela descreve sua trajetória, felizmente isenta de tragédias mas plena de ultrajes.

Como todo autor ama a sua obra ela arrisca-se a convidar os internautas a embarcarem na leitura e a percorrerem os diferentes e independentes circuitos em prolixas web-páginas. Como tais circuitos não são curtos (tampouco cultos), não devem causar choque em ninguém, mas ela espera que os internautas “curtam” sem rodeios alguns de seus circunlóquios.

Marcy é boa motorista, tem gps interno, o qual traduz por grande prazer em saracotear, mas ao invés de dirigir taxi dirige-lhes a palavra, ou as palavras, na forma de um texto nada taxativo tampouco taxionômico.

Marcy gosta de escrever, todavia nunca sabe se seu turno de escrevente vai acontecer no período diurno ou noturno, sabe apenas que é um ato soturno, no sentido de silêncioso, é claro !

Marcy só se sentiu auto’rizada a lançar seus textos no siber espaço depois de ter aprendido a aceitar-se auto-rizível, o que não é questão irrizória.

Marcy pensa em estimular os internautas a reencontrarem e ampliarem sua auto-estima, sua auto-confiança, seu auto-respeito, sua auto’nomia, e todo um pátio de auto-valores a serem resgatados , os quais muitas vezes são deixados estacionados em patamares muito baixos, congestionando o fluxo da vida enquanto que os autos externos , os automóveis, numa inversão de valores, são super e sobre valorizados.

Marcy não sabe se pode nomear seus registros como crônicas do cotidiano mas os tem como narrativas sincrônicas. Aliás, ela prefere o afluxo das sincronicidades do que a cronicidade nas doenças, o que nos ausenta infelizmente das comicidades.

Pode-se pensar tratar-se de um cronicão, talvez até lembre, mas diferentemente das obras que discorrem sobre os feitos de alguém, ou sobre alguém de feitos, essa descortinará apenas seus próprios defeitos.

Travessa e avessa a ser pega na travessura ela se apresenta `as avessas, assegurando-se assim irreconhecível, o que aliás para várias pessoas soaria como elogio mas para ela é apenas elocução.

Marcy expõe suas partes internas em público mas isto não se traduzirá por nudez de corpo e sim nudez de alma uma vez que ela é pudica, não no sentido de casta pois, além de não pertencer a nenhuma, não é pura, mas sim no sentido de envergonhada, de tímida.

Marcy expõe suas partes íntimas, mas no sentido confidente e relativo ao âmago, e as torna vulgares no sentido de torna-las públicas e não no sentido de futilizá-las.
Marcy expõe suas intimidades sobretudo com recato ou no ocultamento não apenas para não mostrar o umbigo mas por ser ambigua em ( e com ) todos os sentidos.
Ela expõe não seu biotipo ou seu fenótipo mas suas entranhas sabendo que continuará a ser assim uma pessoa estranha, tanto no sentido de esquisita quanto no sentido de desconhecida.
Marcy expõe seu estado interno, interior, talvez por ter nascido no interior do estado.
Marcy se expõe sem nome pomposo e sem almejar renome por se saber totalmente desqualificada para a fama, uma vez que infame.
Há quem se queira celebridade, ela se quer tão somente celeridade, prontidão.

Marcy passou da procura pelo alto-conhecimento à busca por auto-conhecimento.

Marcy, por não se saber disléxica talvez tenha se tornado “des”-léxica, o que faz dela uma anônima que por alguma anomalia, tornou-se anomia e adepta das anominações.

Marcy espera que suas alegorias – sequéncia de metáforas que significam uma coisa nas palavras e outra no sentido - possam proporcionar-lhes também algumas alegrias.
A aversão de Marcy ao estudo da língua portuguesa encontrou uma diversão, ou seja, uma mudança de direção e tornou-se, para ela, fonte de diversão, ou seja, de divertimento, sendo que enquanto recreação também constituiu-se re-criação, a qual suscitou a versão pessoal aqui expressa.

Ao ler o prolegômeno você vai saber por que Marcy, quando se sente lesada , esforça-se por mover ação ou processo dentro de si mesma, ou seja, ela procura processar nela, em seu foro íntimo, algumas aceitações, compreensões e transformações a fim de não vir a mover “ação “ no foro juridico contra os demais.

Vai descobrir também por que Marcy acredita que para atravessarmos as crescentes quantidades e modalidades de assaltos precisamos perceber nossas potencialidades para os saltos quânticos… Ela, que já passou por um sequestro relâmpago, tendo recebido “aulas práticas” de como gastar muito dinheiro em pouco tempo , percebeu-se mesquinha e desonesta consigo mesma.

Com várias de suas experiências descritas, Marcy percebeu que de leitora de textos passou a leitora de contextos sendo que enquanto o cardápio profissional da familia foi ganhando variedades a única que se perdia em variabilidades era ela, Marcy. Mas se foi assim que ela escolheu adquirir várias habilidades, está valendo… Ou teria ela adquirido abelidades enquanto estava lendo? Nada surpreendente para quem pertence a uma colméia de abelhudos, no sentido de seres curiosos mas válido também no sentido de seres diligentes, trabalhadores… Cabendo excluir outros sentidos pois raros são os intrometidos ainda que vários sejam introvertidos…

Após muitas leituras, especialmente após muita identificação com os estudos, Marcy passou a dotar uma identidade de ex-tudo : ex-vendedora, ex-técnica, ex- engenheira, ex-monitora, ex-funcionária, ex-gerente… Tornou-se até esotérica sem deixar de ser exotérica pois ela não é exótica.

Com tantas leituras pode parecer que ela é filha apenas da folha de papel escrito mas na verdade ela é filha de pai escriturário e de mãe professora, e assim sendo só poderia mesmo professar escritos.

Escritos estes que agora farão parte deste blog…

Bem-vindos !!!!

Você leu um resumo da apresentação, se quiser a leitura completa click no link Prolegômeno (Completo)


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